DESEJOS, O QUE SÃO?


Não quero nem saber, o que sei é que tenho desejos! É claro, todos nós temos e isso é uma das coisas mais normais do mundo. Nem sempre temos clareza dos nossos desejos porque, em muitos casos, a sua verdadeira origem está inconsciente, isto é, não sabemos o por quê. É uma armadilha que o nosso psiquismo arma para nós nesse momento. O que sabemos que é bom para nós, é intensificado pelos sentidos. O que os olhos não vêem o coração não cobiça, não é mesmo? Depois que vemos, cobiçamos, desejamos, queremos para nós. Por isso repreendemos as crianças quando dizemos que elas parecem ter olhos nos dedos, é como se elas precisassem pegar para sentir. Nas crianças a curiosidade se confunde com o ter. 
Dizemos sim ou não em muitos momentos das nossas vidas. Fazemos escolhas. Amamos e odiamos. Aos poucos, vamos dando os passos errantes, porém necessários ao progresso pessoal. Vamos nos desapegando e nos despojando de cada coisa que podemos prescindir na caminhada evolutiva, pois “o ser humano só é infeliz, geralmente, pela importância que liga às coisas deste mundo”. Ou também podemos dizer sim aos desejos de possuir isto ou aquilo. “O homem moral, que se elevou acima das necessidades artificiais criadas pelas paixões, tem, desde este mundo, prazeres desconhecidos do homem material”. O exercício para continuar o aperfeiçoamento moral, no entanto, não cessa.


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