Experiências de Delegados Espíritas


O Jornal da Tarde publicou a reportagem “A parceria entre a polícia e o Além” assinada por Rafael Barion que destaque as experiências medíunicas dos Delegados Espíritas. 
Acompanhe a matéria “Se as investigações não colaboram, o jeito é pedir a ajuda dos espíritos. Para os policiais da União dos Delegados Espíritas (Udesp) – um grupo de cerca de 40 delegados paulistas que seguem à risca as idéias do teórico Alan Kardec, recorrer à mediunidade para solucionar casos criminais já se tornou rotina. 

Ontem, o grupo promoveu um encontro na Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo para discutir o papel do espiritismo nas investigações. E tentar fazer com que a prática vire instrumento oficial de trabalho da polícia. 

"Às vezes as investigações não são suficientes para solucionar tudo. Nesses casos, a mediunidade pode ajudar", disse o delegado Antônio Camilo, da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes de Pouso Alegre (MG) – e um dos palestrantes do evento. 

Camilo acredita que contou com a ajuda da mediunidade para solucionar, há oito anos, o caso do desaparecimento do advogado mineiro Edson Faria da Silva. As pistas indicavam que o último lugar onde ele tinha sido visto era o sítio do militar reformado Edson Queiroz, com quem tinha negócios pendentes. As buscas no local, porém, não deram resultado. "Já tínhamos desistido do caso", diz Camilo. 

Uma visita ao mecânico que costumava consertar o seu carro mudou a situação. Sem saber que ele tinha poderes mediúnicos, Camilo lhe contou o caso que estava investigando. "Ele se concentrou, fez uma descrição do sítio e disse que o corpo estava enterrado no local", contou. Camilo ordenou a escavação no terreno e o corpo foi encontrado. 

Segundo o delegado aposentado Luiz Carlos Barros Costa, também palestrante, exemplos da influência do espiritismo na rotina de trabalho dos delegados são comuns."Às vezes você não sabe mais o que fazer e um sonho ou uma intuição te ajudam a descobrir a prova. É a manifestação dos espíritos." 

Na maioria das vezes, porém, os casos não são registrados porque o espiritismo não é visto com bons olhos pela polícia. Costa defende a regularização da prática. "Nos Estados Unidos, a polícia tem paranormais contratados para auxiliar em seqüestros. Por que não pode acontecer aqui?", pergunta. 

O advogado lembra que a mediunidade já chegou a ser aceita como prova em um julgamento. Ele cita um caso ocorrido em Goiânia, em1976, solucionado com a ajuda do médium Chico Xavier. Na ocasião, o estudante Maurício Garcez Henrique, de 15 anos, havia assassinado José Nunes, de 18, quando manipulava a arma do pai do colega. 

Inconformada, a família da vítima procurou Xavier. O médium psicografou mensagens do garoto, que diziam que o tiro havia sido acidental. "O tribunal aceitou as mensagens como prova e absolveu o réu." 

O advogado Bismael Moraes, presidente da Udesp, acredita, porém, que o caminho para que o espiritismo seja incorporado oficialmente às investigações ainda é longo. "Estamos em um país católico. A idéia é que o espiritismo é coisa do demônio. Queremos lutar contra isso." 

Jornalismo RBN


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